quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Going dutch

... é tomar uma Cup a Soup, a meio da tarde ou da manhã, para aquecer ou simplesmente matar o bichinho que começa a dar sinais de incómodo. Tem alguns E's mas eu gosto!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Falta de chá...

Em todos os sitios onde trabalhei encontrei sempre uma daquelas espécies raras que deve andar escondida debaixo de alguma pedra durante o dia. Desta vez não poderia ser diferente! Esta criatura, que é minha colega, todos os dia bate umas 3 sorninhas da parte da tarde. Literalmente debruça-se no teclado e apaga-se. Da primeira vez que vi ainda pensei que a coitada tivesse dormido mal, estivesse cansada, morasse longe, tivesse um segundo trabalho à noite ou sofresse de algum distúrbio do sono... Até ver é mesmo moleza! Como ninguém tem confiança para lhe dizer que aquilo não cai muito bem no posto de trabalho, um colega, com mais cara-de-pau, lá se virou para ela, e como quem não quer a coisa, disse-lhe num tom meio de dúvida, meio jocoso: "Então, tás com soninho?!?" Depois disto, lá o Tico deve ter conversado com o Teco e a moça começou a cortar nas sonecas.
O que eu não dava para ver os índices de produtividade desta alminha. Ora bebe chá, ora vai à casa de banho, levanta-se para ir falar com alguém, escreve na sua agenda, e come como se amanhã não houvesse mais comida no planeta!
A sua secretária tem uma parafernália desorganizada do seu mundo pessoal: copo com escova e pasta de dentes, pulverizador com água termal, tupperware com comida, creme para as mãos, perfume, carteirinhas e carteirecas... e estou à espera de um destes dias ver um tampão ou um penso higiénico para ali perdido. Não vou estranhar no dia em que ela entrar pelo escritório adentro de pantufas nos pés!

sábado, 28 de novembro de 2009

Experiência: Afeganistão

Uma das vantagens fantásticas que se tem de viver numa cidade como Amesterdão é o facto de ter acesso a restaurantes com comidas que dificilmente encontramos em Portugal.
Desta vez, depois de combinado meio em cima do joelho, acabámos por ir experimentar o Mantoe, o único restaurante com especialidades afegãs na Holanda. Este pequeno restaurante, com cerca de um ano, é aclamado pelo maior crítico culinário holandês, e nós confiámos no seu bom gosto.
Sem saber bem ao que nos propunhamos fomos informadas que o menú era fixo. Perguntaram-nos se haveria alguma coisa em particular que não apreciavamos, respondemos em coro: cordeiro. Minutos depois estávamos a degustar pão caseiro com azeite, azeitonas com oregãos e uma aromática sopa de beterraba. Entre dois dedos de conversa e mms enviados (para fazer inveja aos cortes), chegou o segundo prato, uma espécie de ravioli de carne e lentilhas, muito leve. O tempo voo até à remessa seguinte: arroz bismate frito com um aroma de chá, frango temperado com ervas, e carne de vaca guisada num molho de tomate e feijão verde. Tudo isto acompanhado pelo melhor vinho tinto australiano que jamais provei, de sabor leve e adocicado.
Quando os talheres já se encontravam arrumados e nos sentiamos derrotadas, eis que surge a sobremesa: um creme de aroma suave com granizado de lima e bagos de romã.
O preço é intimidante, mas a qualidade e confecção justificam cada cêntimo. Uma experiência a repetir!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hoje

Há pessoas que toda a vida nos dão migalhas, quando tudo o que queriamos era uma dose de atenção. No dia em que já nos habituámos a essa míngua dão-nos uma avalanche de consideração, como se assim tivesse sido toda a vida.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Desabafo: o meu almoço

Por aqui não se almoça com os mesmos ingredientes, nem com as mesmas quantidade que em Portugal. Nos dias em que há sopa ou salada quente vou à lua e volto em 3 segundos...
Sandocha (ou tosta) de queijo, fiambre, paté ou manteiga de amendoim, com uma salada com tomate, alface, milho, pepino, cenoura, beterraba, e para rematar, um sumo de laranja ou multivitaminas, são a base do almoço de quase todos os dias. Se fosse durante uma semana até era coisa para se aguentar, mas multipliquem isto por semanas, meses...
Podem dizer "Ah e tal, ninguém te obriga a comer a mesma coisa todos os dias", mas experimentem levar tupperware para um refeitório cheio de gente apressada ou ir ao supermercado mais perto, voltar e comer em 30 minutos!
De cada vez que penso num belo bitoque ou numas pataniscas com arroz de feijão pareço o canito do Pavlov com um valente ataque de salivanço! Aiiii...

domingo, 22 de novembro de 2009

...

Os blogues são balões de pensamento virtuais!

Eu e a flora

Desde que me lembro de ser gente que adoro flores e plantas em casa, mas quis o destino que eu fosse uma serial killer de tudo o que possa ser flora caseira.
Até os cactos - essa planta que resiste às condições mais adversas, se me morrem sem aparente justificação. Por mais instruções que leia, ou por mais sites de internet que consulte para me inteirar das especificidades de cada uma, o meu toque de Midas é mais imperioso que qualquer mais valia informativa.
Quando aterrei na terra das tulipas vi tamanha variedade de flores em vaso e de jarra, que decidi que queria uma casa colorida, independentemente do que poderia inevitavelmente acontecer com elas. Depois de 4 vasos de orquídeas terem sobrevivido em flôr, durante 3 meses, achei que o meu fado tinha mudado... Puro engano! Uma a uma, todas foram perdendo as belas flores e os seus pés a secar.... O D chegou a sugerir em tom de piadola "Porque não vais comprar mais um vaso de flores para assassinares?" Ah! Ah! Ah! Que giro que ele é.
Não sei o que se passou entretanto mas, depois de não sei quanto vasos no lixo, as flores passaram a sobreviver aqui em casa e, uma orquídea que tenho desde os primeiros dias que aqui cheguei, está neste momento com dois pequenos rebentos... Estou feliz!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Caí em tentação...

No dia que fui à loja dos sapatos, da marca que mostrei no post anterior, fiquei com as botas atravessadas... Giras comó raio e com preço inversamente proporcional. Aqui a euzinha a precisar de uma botinha preta e ela toda sorridente para a je. Experimentei-as e fiz-me de cara já a pensar no que iria fazer. Chego a casa, procuro na Amazon pela botifácia e ei-la linda e por quase metade do preço. Hoje, só numa de tira teimas, passei pela loja outra vez e experimentei o número acima. Depois de confirmado o meu número, coloquei a minha cara-de-pau-nº 7, agradeci e sai airosamente da loja, deixando a empregada com um sorriso entre o amarelo e o estupefacto. Temos pena!
Já encomendei esta bela peça de design e dentro de dias estará no(s) meu(s) pézinho(s) de gueisha... Pronto, estou contentinha.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

United Nude

Gosto do arrojo desta marca. Quase todos os modelos quebram com aquilo que tomamos por tradicional. É claro que tinha de ter dedinho holandês. Ficam aqui os exemplos que mais aprecio... Sou radical mas não tanto :)


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pós-festa

Depois da celebração do primeiro ano nas Terras Baixas e da afluência na festa ser maioritariamente portuguesa (já dizia o outro que o que é nacional é bom - mai nada), ouvi dois comentários de pessoas que aqui vivem para cima de uma dezena de anos:
-Não é comum haver tanta comida.
-Que os portugueses em festa têm um comportamentto muito diferente dos holandeses. Socializam mais e passam para segundo plano a comida disponível, já os holandeses atacam primeiro o comensal e só depois é que passam às apresentações e converseta de circunstância.
Percebi então de onde vem aquela frase típica "hoje não almoço porque tenho uma festa mais logo" e aprendi também que se servir comida a mais na festa corro o risco de repetir a mesma refeição nos cinco ou seis dias seguintes, ao ponto de não aguentar mais...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Faz hoje

Um ano desde que aterrei de malas, bagagens e gato no aeroporto de Schipol. Não foi fácil mas estou aqui para contar a história...
Parabéns aqui à emigra :-)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A explicação lógica

Em plena discussão de assuntos femininos diz-me uma amiga que, depois de ter passado por um MBA muito trabalhoso, precisa de recuperar o peso perdido e que não está a ser tarefa fácil. Disse-lhe então aquela famosa frase "Precisas de arranjar namorado" que a deixou a olhar para mim com ar entre o incrédulo e o interrogativo. Quem me conhece sabe que não sou dada a posições extremistas de machismo ou feminismo. Igualdade forever, pá...
Devem estar a pensar: "Olha, mais uma que pensa coisas tipo precisas-é-de-um-homem-para-te-pôr-na-linha ou a outra agora-que-já-tenho-namorado-já-não-preciso-de-estar-preocupada-com-o-peso..." Nã, nã! Passo a explicar...
Quando uma pessoa vive ou está sózinha (e eu falo da minha experiência) salta refeições, não tem paciência para cozinhar só para si e come Corn Flakes ou Cerelac, inevitavelmente, perde peso ou mantém a silhueta. Quando se arranja namorado, numa fase já de vivência em comum, partilham-se refeições mais ou menos elaboradas, obrigamo(nos) a cozinhar e dificilmente se saltam refeições. Sem querer ganham-se um ou dois kilinhos e claro o coração agradece!

Estou certa ou estou errada?!?!

E se...

... o nosso animal de estimação, vulgo Felis Silvestris Catus, fizer mais barulho a ressonar que os seus donos juntos em pleno sono REM? Será que há Breath Right para gatos?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Me ser tuga

Aqui, no País das Tairocas, não há dia em que não me troque, ora a falar inglês com portugueses, ou a falar português com quem não percebe pêvas. Também há aqueles dias em que começam a falar comigo em espanhol e, a páginas tantas por não obter a respostinha por supuesto, mudam imediatamente para outro dialecto.
Com tanta língua estrangeira eu qualquer dia estou mas é choné...
Já não dizia choné há tanto tempo... Agora também não interessa nada :)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Modas ou hábitos?!

Um deste dias em conversa com uma amiga de Portugal perguntava-me ela o que eu achava da moda pelas Terras Baixas. Boa pergunta...
Não é que eu ande para aí armada em Guru da Moda, mas ainda me lembro de um desabafo de uma amiga italiana que dizia "Só compro roupa quando vou a casa, aqui as cores e os modelos non mi piace". De facto, as cores por aqui são quase sempre as mesmas: tons de cinzento, castanho e preto. É raro encontrar uma pessoa vestida de tons alegres ou deveras coloridos. Julgo que combinam as cores com o tempo! Os tamanhos também são geralmente para gente grande. Se em Portugal eu visto o M aqui o meu Ego é constantemente alimentado com o S.
No Verão vê-se mais côr, mas quase toda a gente adopta a "moda da cebola", ou seja, vestem-se às camadas e durante o dia vão tirando ou acrescentando conforme temperatura ou pluviosidade. Chega a ser cómico ver gente de chinelas e de impermeável em simultâneo ou de botas de cano alto e vestidinho de alças... Por aqui é fashion!
Outra característica (também aplicável a moda) tipicamente holandesa é a descontracção: tanto se vê um senhor de fato como uma senhora de saltos agulha a pedalar para o trabalho ou gente que sai de casa conforme acordou, ou seja, sem meter escova ou pente no cabelito...
Tirando estes aspectos acho que mais detalhe, menos detalhe a moda é quase a mesma coisa, só os hábitos é que são um pouco diferentes.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Concursos de talentos musicais?!


Os Ídolos, Popstars, Chuvas de Estrelas e outros que tais sempre foram concursos que me despertaram um misto de sentimentos. Por um lado descobrem-se verdadeiros talentos que timidamente se escondiam do estrelato, por outro mostra a falta de bom senso e auto crítica de muito boa gente.
Lembro-me de ter visto em mil-novecentos-e-troca-o-passo a prestação de Sara Tavares, no concurso que a lançou, e tenho de admitir que ficava com pele de galinha de cada vez que a ouvia cantar. Gostava particularmente da faceta meio tímida e humilde dela, características que mantém até hoje.
Nos dias que correm também aparecem estrelas adormecidas - veja-se o caso da Susan Boyle, mas fico a pensar na quantidade de "artistas" que jurís como aquele tem de ouvir por dia e nas vezes que a fé em encontrar um verdadeiro talento cai por terra. A quantidade de gente que tem-jeito-para-tocar-campainhas-de-porta-e-que-devia-era-ficar-em-casa-muito-sossegadinha-no-seu-cantinho é mais que muita, digo até que a atitude descarada e cara-de-pau é uma característica bastante proeminente. Sei do que estas criaturas precisavam: aulas de canto e pouparem o pessoal destas fracas figuras... Isso é que era!

sábado, 24 de outubro de 2009

Dia de chá, bolo e conversa para pôr em dia...

Alimentada pelo meu saudosismo de Invernos passados em Lisboa procurei por casas de chá nesta cidade magnífica. Muita gente tem ideia que Amesterdão são só Coffee Shops e Red Light District tudo misturado com uma total boémia, como se se vivesse em constante pecado. Esta magnífica cidade tem muito mais para oferecer e tem um misto de novas ideias com algo de Kitch que é um must.
Encontrei um salão de chá que tinha tudo menos o ar britânico snob a que estariamos à espera. Papel de túlipas na parede, mesas com toalhas diferentes, muita côr, bolos para todos os gulosos, simpatia e disponibilidade, tudo misturado com um ambiente cousy num dia triste de Outono tornaram uma tarde chuvosa de sábado num fantástico dia de amena cavaqueira. Ficam aqui algumas fotos dos bolos massapão que enfeitavam as mesas a testemunharem as minhas palavras:



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sou só eu???

Sou só eu que acho que estas malinhas que os putos usam debaixo do sovaquito são, a que modos que, à panilas? Um gajo tenta ser dread com calças descaídas até aos joelhos, mostra a cueca a toda a gente, usa um kispo preto brilhante a lembrar sacos do lixo, usa o bendito penteado à futebolista, o bonézinho da praxe (maior que a cabeça ou virado para o lado à palerma), anda de forma descoordenada e, para finalizar, usa uma pochete da Gucci do chinês debaixo do braço.
A mim parece-me uma coisa muito à Nelo e Idália, daqui a começar a falar com trejeitos de bichona é um passinho...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Faltam 2 meses mas...

... começaram a decorar a cidade com as luzes de Natal. Não tem nada a ver com a nossa rua Augusta, Chiado ou Terreiro do Paço com espalhafatosos monumentos luminosos que fazem os locais ou turistas parar e registar o momento Kodac. Aqui as luzes são discretas, posso até dizer frias como o tempo. Não fosse morar aqui acho que até passavam despercebidas.
Também falta o cheiro a castanhas assadas e aquele leve odor a café que se sente quando passamos por alguma cafetaria em qualquer canto da cidade.
Já se vêem mais barraquinhas a vender as panquecas típicas e stroopwafels e dentro em breve vão surgir as roullotes que vendem os bolos típicos desta época muito semelhantes aos nossos sonhos e bolas de Berlim.
Só me resta aguardar que as temperaturas desçam (ainda mais) para finalmente retomar a minha bebida preferida de Inverno por estas paragens - chocolate quente com natas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dealing with the Dutch

Li a pequena introdução do livro e acho que me vai dar as respostas que há muito procuro. Ora leiam:
Whether you are coming to the Netherlands on a business trip or to work here for a while, or have regular contact with Dutch people in your own country, being prepared for Dutch culture will make your stay more effective and your interactions more satisfactory. People from all corners of the world involved in government, business and culture come into contact with the Dutch and are often frustrated by their directness, their critical attitude, and their sometimes slow decision-making processes – just a few of the characteristics that are immediately noticed. Fortunately, there are many good attributes, too. For example, the Dutch may drive a hard bargain, but once agreement has been reached their word is their bond.
Eu daria outro adjectivo ao facto de serem directos. Em relação à lenta tomada de decisão acho que a solução é tomar Xanax. Com o tempo o pessoal junta-se à carneirada...

sábado, 17 de outubro de 2009

Let's party

Uma das coisas engraçadas da vivência por estes lados são as festas. Em Portugal as mais usuais são os aniversários ou as épocas festivas como o Natal ou Páscoa, tudo o resto são encontros casuais sem título. Por aqui não. Aqui sempre que se dá uma festa dá-se um título ou uma das seguintes razões:
- House warming (quando se inaugura uma casa) que pode ocorrer várias vezes porque aqui ninguém fica na mesma casa anos a fio (só uma das minhas amigas mudou 4 vezes em 10 meses) ou porque a primeira festa teve pouca afluência;
- Festa temática - Já vi algumas vezes trajes bem estranhos só porque o cicerone da festa pensou em algo como: Festa Cowboy, Festa Drag Queen, Festa dos Anos 70 e por aí a diante.
- Festa de aniversário de vivência por terras holandesas. Quase toda a gente que conheço não é daqui, esta cidade é um belo exemplo da globalização.
Uma coisa que em Portugal é impensável, mas que aqui é o pão nosso de cada dia, é sugerir trazer mais amigos para a festa, pessoas que não se conhece mas que já sejam amigos dos amigos. No final é garantido que se tem uma casa cheia e a rede de contactos proporcionalmente aumentada num país que não é o nosso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Conversa de casas-de-banho (holandesas)

You're in a new country and just getting acclimated to the language, the culture and your new surroundings. Then, without warning, you realise that you've gotta go. Whether you're at home, in public or someone's guest, you can only cross your legs and squeeze for so long. It seems simple enough: go to the nearest toilet, do your thing and leave (after washing your hands, of course). However, if you've had the pleasure of living or spending time in the Netherlands, you'll know that nothing here comes easily!A league of their ownThe Dutch bathroom is the smallest room known to man. I'm talking the kind of size that would make an elf claustrophobic! There is barely, just barely, room enough to turn around and sit down. But before you awkwardly try to find a way to comfortably seat yourself, take a look at your surroundings; this will not take long. You will observe the four things unique to Dutch toilets ( and if you are planning to take the Samen Woonen test as part of your inburgering, you will need to know this):
- The lack of windows or any other form of ventilation;
- An air freshener in the toilet to compensate (You will more than likely find spray air freshener in addition to the one in the toilet bowl, just in case.);
- The omnipresent birthday calendar (Why not put birthday reminders in the room you undoubtedly spend the most time in? Just make sure you include everyone: the Dutch have been known to go to the bathroom for the sole purpose of making sure their natal day is included in your calendar);
- The inspection shelf (More on this later).
The Dutch believe that it is good to have options and that ideal even applies to ways to flush after using the loo. There's the chain, rope or string; the button on the top or side of the toilet; the push panel on the wall behind the toilet and the foot pedal. And those are just the most frequent. Even the tanks get fancy: some above the toilet, others behind and the occasional hidden tank.
Where's the potty?
Believe it or not, there is such a thing in the Netherlands as the Dutch Toilet Organisation (DTO). The DTO has two main goals: to provide more accessible public toilets in the Netherlands and to make clean toilets available to third world countries. For the sake of staying on topic, let's just focus here on number one. The DTO generously promises to fund inspections on existing public WCs and to provide a soapbox for policy makers, manufacturers, marketers, individuals and "other interested parties". These intentions are most definitely in the right place. With every person visiting the restroom an average of five times a day , according to DTO founder and Delft University of Technology associate professor Dr Johan F. M. Molenbroek, the need for more public restrooms is very real. As it stands, many of the few public restrooms in the Netherlands are of the infamous pay-to-pee variety. In my experience living in Utrecht, I have found very few restrooms for which this is the case. But in her August 2007 article ‘A Dutch Inconvenience’, nine-year expat and published author Amanda van Mulligan lists shopping centres, department stores, service stations and bars as culprits in charging for Nature's call. Typically, such places charge 25 euro cents for the privilege, which you are expected to pay to the toiletjuffvrouw before using the facilities. Sometimes, the fees are higher. (I've only seen up to a 50 cent charge, but have heard of places that actually expect you to pay a EUR 1 entry fee.)The state of restrooms, however, will lead one to question where this money is going, since it is clearly not going towards cleanliness or keeping materials such as toilet paper, paper towels or soap in stock. Yet things are looking up, according to a survey done by Service Management: results showed a nine percent increase in the number of toilets that can be classified as clean between 2006 and 2007.
For the cleanest potties, head for the hospital.
For the brave, there are other options that don't involve a fee. Public urinals are popular in Holland, especially during festivals, parades and fairs. The odd, hulking, four-sided booth-like plastic structures contain a small urinal—one for each of the four compartments—placed at just the right height. If you like your privacy, however, this is definitely not for you as there is nothing to shield you from passers-by.
At this point you're probably thinking how wildly unfair it is that men have this option (should they be brave enough), while women do not. That is not quite true. Thanks to Dutch inventor Moon Zijp, ladies are now also able to make use of public urinals or wherever else they chose, for that matter. The device that makes it all possible is called P-Mate (Plastuit in Dutch) or, more appropriately, the She-Pee as they are referred to in the UK. This cardboard funnel-like contraption allows women to wee while standing up without revealing anything.Now what's the shelf thing all about? The most shocking thing for many an expat upon their first trip to a WC in Holland is what is commonly known as the ‘inspection shelf’. Thanks to Dutch toilet design, you are given the opportunity to examine your fecal matter before sending it on its way to the sewer. While it is an appalling idea, it is also a practical one. Many diseases and health issues can be detected by examining stool samples. Just as we determine if we are drinking enough water by looking at the colour of our urine, we can see other diet needs and surpluses by taking a peek at our excrement. The system of having a flat surface in the toilet bowl comes from the Germans. In France toilets have more of a triangle shape, enabling feces to plop right to the bottom of the bowl and immediately out of sight. American toilets have the same idea, but contain a higher level of water so that the excrement floats to the top. In his lecture on toilets and ideology, philosopher Slavoj Zizek, who specialises in ideology and materialism, points out that each society seems to have their own system and each feels that their system is the best.
The flachspeuler (German for ‘flat-flusher’, i.e., the shelf design) may not be the most pleasant of toilet models, but it does have its advantages. Besides the opportunity to do a health check on your latest sample, these toilets save you from being splashed with toilet water with each deposit, and the design and flushing system save water.
The biggest problem with the shelf design? Once you're ready to say ‘Tot ziensI’ to your latest triumph, it’s not always so quick to leave. If you do succeed in getting everything off the shelf and down the hole in one flush, odds are high that traces will be left behind. To avoid having to clean up after yourself with a toilet brush or, gods forbid, your bare hands, try making a soft bedding of toilet paper for your stool to land on. The toilet paper will act as a raft and carry everything away without a trace.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Como fazê-los desistir (rapidamente) de nos pedir coisas

Como qualquer gaja que se preze sei fazer de tudo um pouco mas, como toda a gente, existem áreas para as quais tenho mais vocação que outras. Não sendo cabeleireira mas por solicitação da cara-metade lá lhe aparei o cabelo no pescoço a máquina zero. Finalizado o trabalho perguntei-lhe "Está bem assim?", resposta "Está óptimo"... Descansada da vida!
Um destes dias ao chegar a casa diz-me que um colega (careca, por sinal) perguntou-lhe que raio de penteado era o dele, que parecia que lhe tinham enfiado uma tijela na cabeça e cortado à volta. Não querendo denunciar a sua mais-que-tudo respondeu que tinha sido ele o autor de tal obra (que fofo) mas já me informou que não volto a tocar na máquina para lhe aparar o cabelo. Por entre gargalhadas e pedidos de desculpa lá me redimi do infeliz resultado. Parece que afinal não tenho veia para cabeleireira... Que pena (not)!

sábado, 10 de outubro de 2009

Toma lá que já almoçaste!

Pois que gozava eu com aqueles emigras que encontrava em Portugal por altura do Verão que gritavam em plenos pulmões "Jean Pierre vien ici.... Anda cá já! Tás surdo ou quê?!" pelo show off e pelo maravilhoso mix, achando que aquilo era desnecessário e sentindo ao mesmo tempo uma pontinha de vergonha. Sim, tenho de admitir, que isto e músicas pimbas envergonham-me, melhor, envergonhavam-me porque estes gajos aqui gostam de música típica do mais foleiro que há, o que até certo ponto me descansou em relação ao que se ouve no Portugal profundo... Ufa!
Voltando ao Jean Pierre... Ía eu muio lampeira na minha bicla, qual heroína do asfalto, e aparece-me uma miúda com uns 6 anos na sua bicicleta completamente distraída e fora de mão, fiz o meu cáculo mental e verifiquei que para travar teria de ir com a dentuça ao chão e, como podem calcular, não me estava a apetecer nada. Nesse momento de profundo desespero entre o Tico e o Teco saiu-me qualquer coisa como "Be carefull... pá".
Tenho a certeza que ainda hoje, apesar de ela ainda não saber usar um dicionário, percebeu o sentido de um lusitano "Pá" no final de uma frase anglo saxónica.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Experiência: Grécia

Correndo o risco de tornar este blog numa lista de esperiências gastronómicas, achei que devia partilhar o que me vai na alma (ou mais precisamente no sistema digestivo) depois de apreciar tamanhas iguarias.
Já há anos que não degustava comida grega. A última vez que o fiz estava na idade do armário e nestas idades não damos muito valor a experiências neste patamar, são muitas as hormonas que gritam histéricas por atenção.
Depois de um dia cheio de emoções e de me sentir quase esgotada surgiu a ideia de experimentar o restaurante grego das redondezas. Na típica Amesterdão todas as pessoas são de pontinhos diferentes do planeta. Uma chefe de sala francesa que fez questão de nos fazer sentir em casa e uma equipa de cozinheiros gregos que elevaram ainda mais o meu imaginário gastronómico mediterrâneo foi, o que considero, um fantástico final de dia. Um prato de Gyros e outro de camarão grelhado com molho de iogurte e alho acompanhados por um fantástico vinho grego encerraram uma semana que acabou em beleza.
A repetir muito em breve...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Experiência: Etiópia

Quem ouça falar na Etiópia associa imediatamente a imagens de crianças sub-nutridas e de carências aos mais diversos níveis. Gastronomia será, certamente, o último dos motivos que fará muita gente falar deste país do continente africano.
Afastando estas imagens do preconceito que se criou revelaram-me que havia um restaurante etiópio que valia a pena experimentar. O jantar no Axum finalmente concretizou-se. Quando me falaram deste pequeno restaurante foi salientado o seu ambiente simples e familiar, a forma de comer sem recurso a talheres e o seu aromático café.
Situado numa rua que quase passa despercebida, este lugar de sabor africano tem uma decoração étnica e quente que nos faz viajar através das fotos que forram as paredes de cor ocre. A cicerone acolheu-nos com um sorriso doce e apresentou-nos a ementa com as iguarias típicas. A nossa opção foi vegetariana. As bebidas faziam parte de um cardápio de fair trade market (que já começa a ser muito usual em Amesterdão), uma cerveja servida num copo feito de casca de côco e para mim o vinho da casa que, coincidência, era português e excelente!
Os pratos foram servidos numa base de crepe gigante com salada, lentilhas salteadas, vegetais cozidos e um crepe extra que servia de "talher". Dois pequenos tachos com um aroma intenso a fumegar foram colocados à nossa frente. As quantidades que não pareciam imensas não deixaram espaço para sobremesa. Também não experimentei o afamado café, preferi uma noite descansada a uma noite de insónia...
Quando nos preparávamos para sair, sob a promessa de voltar em breve, entrou um casal norte americano que, segundo nos disse Belaynesh, já visitavam Amesterdão há 15 anos e sempre que lá iam jantavam pelo menos uma vez no seu restaurante... É de voltar a este reino!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Frutinha ou nem por isso?

Há uns tempos recebi um mail em que mostrava as "dignificantes" diferenças entre ser gajo macho e ser homossexual e uma das frases era qualquer coisa como: "Ser gajo é sinónimo de gostar-se de bifes e seus derivados ou gajo que é gajo não come uma saladinha ao almoço". Na verdade quando li o mail achei-o exagerado e até homofóbico ao ponto de colocar em causa quase todos os comportamentos ditos de uma pessoa normal como que afirmação de uma suposta orientação sexual, no entanto, de vez em quando lá dou de caras com este género de alérgicos a legumes.
Não há um medico que diga a estas criaturas que comer vegetais não interfere com a orientação de cada um? Ou que comer salada ou fruta sempre é melhor que tomar vitaminas em forma de comprimidos ou até um sumo com adição de E358 e outros que tais?!?! Tenho para mim que esta gente não gosta é de ter muito trabalho ou, como dizia a outra, gostavam era de ter uma empregada que lhes tirasse os caroços da fruta...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Troquinhos? Bahh...

Por estes lados usa-se o euro. Até aqui nada de novo! Novidade (e incredulidade) é ir ao supermercado (por exemplo) e ver preços do tipo 3.33€ ou 1.21€ e as moedas de 1 e 2 cêntimos não circularem neste país. É um constante fazer contas de cabeça para arredondamentos que não há pachorra.
Não seria muito mais fácil usar os benditos múltiplos de cinco em vez de nos fazer pensar se vamos ficar a ganhar ou a perder da próxima vez que formos às compras? Pela via das dúvidas prefiro pagar com o multibanco. Assim paga-se o que a máquina registadora diz e mai nada!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Os jogos das redes sociais

Não se aguenta mais estes joguinhos do Facebook. Quando me juntei a esta rede social estava longe de pensar este tipo de diversão viria incluída. Achava eu que apenas se trocavam mensagens e partilhavam fotos com os nossos contactos, nada mais. Puro engano!
Começaram a aparecer convites para o Mafia Wars. Eu sem perceber muito bem o que aquilo era fui recusando uns atrás de outros, e quando achava que finalmente tinha terminado a avalanche lá começou o Farm Ville. Agora cada vez que abro a bendita rede para ver mensagens ou falar com amigos lá tenho constantemente de ver as hortas alheias, prémios recebidos por ter plantado mais soja ou morangos ou ainda vacas ou patos perdidos pelos seus terrenos.
Já dei por mim a ocultar algumas pessoas porque parece que estes não fazem mais nada na vida que jogar a isto. Eu juro que não entendo este vício, não lhe consigo achar piada. Para ser franca quando vejo vezes infinitas a mesma pessoa a aparecer por causa destes jogos só me apetece encarnar na personagem do Chato dos Contemporâneos e dizer-lhes "Vão mas é trabalhar e fazer qualquer coisa de útil pela sociedade".

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Blhercccc

Juro que não entendo as tendências de moda. Que se vá buscar um pouco do passado (de preferência o melhor) até compreendo, agora ir buscar os anos 80 em que não havia ponta por onde se pegasse e revivê-lo 20 anos (quase trinta) mais tarde, dá que pensar. Será que os estilistas de repente tiveram todos uma branca de inspiração e toca lá de fazer copy-paste de tudo o que era intragável naquela década? A minha carteira agradece, mas bolas, ninguém merece ter de ver a passerelle da rua pejada destes modelitos pirosos.
Nunca fui uma fashion victim. O meu gosto tanto engloba modelos clássicos como outros mais sofisticados e é na mistura destes que gosto de exprimir a minha personalidade de moda. Costumo gostar... melhor, costumava gostar de algumas tendências de moda e achava muito bem aplicados alguns toques dos anos 50, 60 ou até 70 nas linhas produzidas pelas marcas que consumo, mas nos últimos anos tem sido um marasmo de ideias novas. Alguém abriu a gavetinha do Arquivo Morto e achando-lhe piada decidiu partilhá-lo com os demais fazendo disso uma política de moda. É que só pode...

O melhor sistema de saúde da Europa

The Netherlands retains its leading position as the top healthcare system in Europe.
The Netherlands – The Netherlands has been named as having the best healthcare system in Europe in the 2009 Euro Health Consumer Index (EHCI). This is the second year in a row the Netherlands came in first in the healthcare study. Its leading position is followed by Denmark, Iceland and Austria.The index which compares the healthcare systems of 32 European countries started in 2005. It is published by the Health Consumer Powerhouse of Sweden supported by the European Commission.The EHCI rates the public health services of 32 European countries on the basis of six criteria regarded as important to consumers. These are patient rights and information, e-health, waiting times for treatment, outcomes, range and reach of services provided and pharmaceuticals. Dr Arne Bjornberg of the Health Consumer Powerhouse (HCP) said the Netherlands has found a successful approach to public healthcare with a competitive system of financing care. It was also praised for its minimal bureaucracy and the patient empowerment. The HCP said while most European countries have carried out reforms in their healthcare systems, healthcare continues to deteriorate in countries such as Spain, Portugal and Greece. Health services in eastern and central Europe have also suffered from the recession.
Texto tirado daqui
Gostava que a nossa ministra da saúde - Ana Jorge - pusesse os olhinhos neste exemplo e tentasse fazer qualquer coisa parecida. Tão bom seria se por uma vez não fossemos mais um dos maus exemplos.

domingo, 27 de setembro de 2009

Nice holiday destiny!

Cada dia que passa chego mais à conclusão de que a imagem que os holandeses têm de Portugal é de que é praia, comida (especialmente peixe) e pouco mais! Maioritariamente o Algarve é destino de férias de muito holandês e daqui se generaliza que o nosso canto é pouco mais que um pedaço de terra com praias e clima fantásticos.
Para dar um exemplo da miniatura em que vivemos (é quase irónico chamar miniatura ao nosso canto quando a Holanda tem metade do tamanho), aquando das idas ao supermercado é raro encontrar produtos portugueses, e com isto estou a incluir o nosso vinho. Uma ou duas garrafinhas - incluindo o afamado Mateus Rosé - e já canto o hino nacional.
Não fossem as casinhas típicas de produtos nacionais a fazer a devida publicidade ao que é nacional é bom e aos cada vez mais assíduos clientes (internacionais) e eramos mais uma província esquecida de uma qualquer Península!

sábado, 19 de setembro de 2009

Não é simpático...

... que a páginas tantas de uma entrevista de trabalho e depois de muita conversa acerca da curta remuneração (após impostos, seguro de saúde e pensão) e trabalho especializado se virem para nós e nos digam: "Welcome to Holland!"????
Tenho de confessar que tive de me controlar para não lhes chamar uns nomes bem bonitos em português de Portugal...

Coincidência????

Pois que estava eu muito metida comigo mesma a ver o programa mais hilariante da tv holandesa (apanhados 90% americanos) quando dou por um burburinho e aglomerado de pessoas na praça. Não fosse eu "the nousy neighbour" ainda isto me passava despercebido!
Ao fim de 5 minutos de observação percebi que uns vizinhos (provavelmente naquela fase simpática que dá pelo nome de adolescência) de um prédio das redondezas tentaram fazer os seus próprios apanhados atirando balões de água e outros que tais a quem passava na rua. Tenho para mim que não se ficaram a rir por muito tempo pois 5 pessoas ficaram paradas espectantes e irritadas a olhar para a janela dos foliões. Só faltou mesmo aparecer a politie para por ordem na coisa. Talvez numa próxima tentativa para serem engraçadinhos!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tristes verdades

Contava-me uma amiga que no espaço de 10 meses vai mudar de casa pela 4ª vez. Os primeiros motivos que me ocorreram foi: renda demasiado alta ou o facto de ter encontrado uma "oportunidade" irrecusável no mercado imobiliário. Pois que nem uma, nem outra! Contou-me que a casa é por demais barulhenta. O chão de madeira sem forro para isolar o som adicionado ao vizinho do lado fez com que ela tomasse esta decisão depois de se ter mudado para esta casa há cerca de 3 meses. Disse-me que o vizinho do lado gosta de ouvir música gótica entre as 2 e as 4 da manhã e no dia em que resolveu ir bater à sua porta e reclamar de tal vício foi confrontada com a resposta mais cara-de-pau que jamais ouvi: "Parece-me que tem de começar a apreciar música gótica". É mesmo de uma pessoa se virar para o gajo e dizer: "A mim parece-me que estás aqui estás a precisar de mudar de dentes da frente."
Quando confrontou o senhorio com este assunto este respondeu que nada poderia fazer a não ser mudá-la para o andar de cima ainda disponível. Assim, nos próximos dias ela passará para o tal andar onde não terá vizinhos a passearem-se pela casa em horas improprias e onde provavelmente continuará a ouvir a tal música gótica mas num volume diferente. Sad but true é mesmo caso para se dizer Welcome to Amsterdam a cidade em que todos acham que o seu umbigo é mais importante que o do vizinho.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Relax, take it eeeeeeeeeasy

Uma das características que mais aprecio nos holandeses é a descontracção. Aqui existe um constante estado de "Be cool Danone" que só nos faz ganhar anos de vida.
Se pelo meio da semana um dos dias é mais quente que o usual o mais natural é ver gente sentada à beira dos canais a beber uma taça de vinho, a ler um livro ou simplesmente a conversar com amigos; se optam por ir para a praia, independentemente da idade, oferecem-nos uma visão mais abrangente do corpo humano (não chega ao nudismo nos sitios onde vou). Na indumentária do dia-a-dia também não existe muito a preocupação de combinar cores e o cabelo, grande parte das vezes, tem ausência de escova. A vida vai-se levando sem preocupações pois já há impostos demais a pagar...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vai um broodje?

Sempre me fez uma certa confusão o facto de aqui o almoço ser uma sanduiche. Na minha terra só se come um almoço assim quando se tem falta de tempo ou de fome. É certo que aqui não se dispõe de uma hora ou de hora e meia de almoço e não há a mesma fartura de restaurantes e snacks que há em Portugal para esta refeição, mas uma refeição quente sempre é mais reconfortante que uma papo seco com whatever lá dentro.
Uma das razões, para além das culturais, que leva esta gente a optar por algo mais light é que com uma refeição quente (e nas palavras deles - mais pesada) dificilmente conseguiriam combater o sono e ser produtivos durante a tarde. Com este argumento e tendo em mente alguns dos pratos típicos holandeses acho que fica em parte justificado. No entanto, na minha modesta opinião, não há nada como uma refeição quentinha nem que seja a sopa o prato rei. Tenho dito!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Biscuits with little mice

Um destes dias fiz uma visita aos mais recentes pais que conheço. Ainda a viverem num misto de descoberta e expectativa olhavam embevecidos para o seu rebento. Eu partilho do enamoramento deles. Não há coisa mais ternurenta que ver uma bebé serena e a agarrar-se com amor àqueles que tem por certos. É um quadro enternecedor.
Estava eu ainda meia dormente a ouvir a musica do cavalinho no carrocel e pergunta-me a jovem mãe se eu quero um Beschuit met muisjes. Hein?!?! Ah e tal é uma tostinha com aquelas bolinhas que se usam para enfeitar bolos! Com o meu ar mais ignorante lá disse um "pode ser" sem muita certeza. Eu que por acaso tinha saltado o almoço (por falta de tempo) ainda pensei que uma sandocha mista, uns rissoizinhos de camarão ou até umas tostas com paté de delícias é que vinham a calhar, mas tudo bem, mente aberta para esta coisa da cultura diferente e lá comi o beschuit que até era agradável.
Um dia depois da visita calhou em conversa com uma amiga mencionar o biscoito com as bolinhas ao que ela pergunta: "Comeste a tostinha com bolinhas cor-de-rosa?", "Sim. Como é que sabes?" disse eu. "É uma tradição holandesa oferecer os Beschuit met muisjes aos convidados aquando da visita ao bebé. Se for menina decoram com bolinhas cor-de-rosa, se for menino usam bolinhas azuis". E assim me senti mais inserida na cultura holandesa.

domingo, 16 de agosto de 2009

Beleza a quanto obrigas!

Fazer a depilação (a cera) aqui é um pequeno luxo. Julgo que o hábito de grande parte das holandesas é a utilização da gilette ou de cremes depilatórios. Com a penugem que têm eu entendo perfeitamente porque se abstraem de uma sessão de tortura e centros de beleza não são propriamente terreno próspero por aqui. Vá-se lá saber porquê.
Quando cheguei e palmilhava a cidade com um olhar mais direccionado aos Spa's e centros de estética, que em Portugal são como os cafés - existe um em cada esquina, dei de caras com algumas opções, mas... Uns têm ar de cabeleireiro africano, outros são geridos por chineses e mais vocacionados para o arranjo de unhas, ainda existem aqueles que são completamente destinados a mulheres da america latina e finalmente aparece um ou outro holandês que quase sempre tem empregados com cores e penteados estranhos que não inspiram muita confiança...
Quando finalmente desesperei por depilação profissional lá perguntei a uma amiga como é que ela se safava. Resultado: contacto na mão, profissional de primeira e ataque à carteira como se não houvesse amanhã...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Experiência: Olhó passarinho!

Na altura em que tirava fotografias para o bi/passe/cartão da escola, o fotógrafo pedia-me sempre um sorriso a meio gás. Qualquer coisa que não fosse um esgar de dor nem uma gargalhada sonora. Na salinha destinada ao efeito decorada com um cenário onírico saia-me uma coisa que apenas consigo definir como uma cara de parva. Há anos que não tiro fotografias destas e... ainda bem!
Um destes dias acompanhei o D a uma destas casinhas que tiram as ditas fotos. Esperava que o acontecimento de desenrolasse da mesma forma que conhecia, mas estava redondamnte errada. O presumivel fotógrafo pediu para ele se colocar num espaço exíguo atrás do funcionário e primeiro solicitou um sorriso tímido, depois uma cara séria (fotografias com destino - passaporte). A máquina fotográfica quase pousava na carequita do funcionário e todo este desenrolar se passava ao mesmo tempo que se atendiam pessoas para outros assuntos no mesmo espaço.
Três minutos depois e com 11,5 euros a menos estávamos a caminho do carro com as fotos do nosso lado. Isto é ou não é ser prático?!?!

domingo, 9 de agosto de 2009

E que tal umas luvitas?!?!

Se há coisa que não há muito por aqui são baixas por doença. Eu até acho que já sei porquê. Se a ASAE fosse uma entidade internacional chegaria aqui e levaria as mãos à cabeça pela quantidade de trabalho. É que cuidados a nível de higiene e segurança alimentar é coisa pouco conhecida por estas paragens.
Já me aconteceu um sem número de vezes ir a casas de sandes, pedir uma mista (por exemplo) e ver o processo de elaboração da dita quase atónita. Eu passo a explicar a feitura da sandocha, sublinhando desde já que as diferentes fases decorrem sem o auxílio de luvas ou de pausas para lavagem de mãos: a moça pega no pão e corta-o ao meio, espalma as metades, agarra no queijo e coloca-o numa metade, agarra no fiambre e coloca sobre o queijo, fecha a sandes e entrega-la ao cliente, aceita o dinheiro, faz o troco.... Se houver um cliente à espera o processo é idêntico!
É ou não é uma sandes reforçada? Pelo menos dá luta ao sistema imunitário. Temos de ver o lado positivo da coisa!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Como diria a Olívia Palito: My heroe...

Em frente da minha casa há uma loja de flores. O dono dessa loja, um senhor à beira dos 50 anos, é o holandês que mais admiro até à data. Abre a loja muitas vezes antes das 8:00 e fecha quase sempre depois das 18:00, sem parar um minuto que seja. Todos os dias já perto da hora de fechar, a clientela faz fila para comprar bouquets e flores de adorno caseiro.
No Inverno, por causa da instabilidade do clima, retira e volta a repôr as flores na rua vezes sem conta, umas vezes sózinho, outras com a ajuda da esposa. Mas das vezes que o faz vejo sempre um cliente a aguardar calmamente pelo seu auxílio dentro da loja.
Neste momento a loja está fechada para férias mas já o vi a regar as plantas de porta aberta, não fosse algum cliente comprar alguma coisa. Sem medo de trabalhar... Assim é que é!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sem comentários

Ao passear pelas ruas e observar as montras das lojas que se encontram fechadas fiquei especada a olhar para uma e depois para outra, sempre pela mesma razão. Por trás da porta da loja aos olhos de todos está a gaveta vazia da caixa registadora. Uma imagem como que a dizer: "Nem vale a pena tentarem roubar"... Palavras para quê?!?!

domingo, 2 de agosto de 2009

Gay Pride Parade

Eis que chega o fim de semana mais rainbow do ano. Algures no meu imaginário havia a ideia de que estes dias eram quase eróticos, com muita napa, muito chicote e corpos lambuzados de óleo mas depressa cheguei à conclusão que andei a ver demasiadas vezes o Carnaval do Brasil na televisão. À minha frente em pleno Prinsengracht/Amstel river desfilavam bracos cheios de gente alegre (e bastante vestida) a dançar coreografias treinadas em grupo.
Estava um calor pouco usual para esta cidade e os holandeses à minha volta vinham preparados para passar umas boas 2/3 horas sem se mexer muito. No saco do AH traziam pão, fiambre e o vinho branco ou rosé. Eu olhava para eles com um ar desconsolado e rezava para que os barcos acelerassem.
Depois de 80 barcos e mais alguns para tirar a dúvida se o cortejo teria acabado tive a sensação que tivera em trabalhos forçados parte da tarde. Os músculos do pescoço e as pernas estavam doridos e a garganta completamente seca.
Ignorei o resto dos festejos e fui comer umas tapas ao sítio mais turístico da cidade. Resultado: facada na carteira e estômago meio cheio. Aprendi a lição...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fado

Por vezes a meio de conversas sobre politicas, direitos e justiças o D vira-se para mim e diz-me meio a medo e em tom de dúvida com certeza por trás " Portugal sofre um bocado de corrupção". Eu engulo em seco e respondo que é verdade. É daquelas feridas que nos dói no orgulho nacional, que nos custa lembrar que tanto acontece e tanto vai estando na ordem do dia como hoje. Fátima Felgueiras foi absolvida e o pior é que todos esperavam que assim fosse porque a justiça em Portugal simplesmente não funciona.
Em Portugal é mais fácil ir-se preso por se roubar um bolo para comer do que desfalcar um município e fugir para o Brasil. Ou isto muda ou as semelhanças com a criminalidade no Brasil vão ser mais reais do que meras coincidências. Não havemos de ser nós o país do fado....

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Com a minha bicicleta nova...

Voltei ao início da adolescência. Dou por mim a pedalar por aí e a cantarolar a música do "Verão Azul". Bendito o senhor que inventou as mudanças pois sem elas já tinha saltado da bicicleta em pleno andamento para me mentalizar para os declives mais acentuados. Mesmo assim já disse uma ou duas asneiras porque a minha ausência de exercício fez com que 2 ou 3 subidas me custassem horrores.
Ganhei uma admiração enorme por aqueles pais que pedalam a sua bicla (sem mudanças) com 5 crianças sentadas numa espécie de caixa à frente ou aquelas mães que levam uma criança à frente e outra atrás ao mesmo tempo que vão ao telemóvel e levam um saco de compras no guiador... Eu estou a anos de luz de fazer isso tudo. Tiro uma mão do guiador e é a loucura total. Sim, é a loucura porque se for durante mais de 15 segundos é certinho que vou chocar contra uma parede ou me vou atirar para o chão.... Vicissitudes!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ah que granda pinta

Parece mentira, mas só agora comprei a minha primeira "bicla". A minha primeira vez a tentar domar este bicho neste país não correu nada bem. A bicicleta era de homem (banco moldado ao género e uma trave metálica a separar-me dos pedais), não consegui ajustar o banco e os meus dedos quase não chegavam aos travões (e ó se eu tenho as mãos grandes). Resultado: uma pequena inclinação de 5º foi o suficiente para que eu perdesse o controlo e me jogasse para a montra do snack-bar em frente. Acho que por uma semana consegui ver a minha cara e mãos desenhadas no vidro.
Como tristezas não pagam dívidas e estou farta de gastar dinheiro em trams para o centro da cidade decidi-me por uma Gazelle em 2ª mão (menos apelativa a olhares do amigo do alheio). Se o tempo se aguentar bonzinho pego no meu gringo e vou de "bicla" explorar os arredores que continuam a ser paisagem para mim... Ah pois é!
Este post serve de aviso a todos aqueles que têm prática na condução de velocípedes não motorizados. A minha prática fica-se pelas bicicletas de ginásio e a a única que andava na rua comigo foi pra lá de 15 anos atrás. Muahahahahahahah!

terça-feira, 21 de julho de 2009

E se de repente um estranho lhe quiser tirar uma foto...

... isso são calças giras! E são mesmo mas são minhas.
Ontem, enquanto fazia as comprinhas para o jantar no supermercado do costume, reparo num casal a olhar fixamente para mim. Epá, eu sou gira mas não sou a Cindy Crawford. Não é caso para tanto!
Passados uns minutos vieram ter comigo e às primeiras palavras arranhadas a minha reacção meio surpreendida denunciaram-me com um "Excuse me?!"
Depois de meia gargalhada sem jeito lá me explicaram que tinham gostado muito do feitio das minhas calças, que tinham um negócio na área da moda e se eu não me importava de lhes dizer onde as tinha comprado.
Nestas alturas ficava bem eu dizer qualquer coisa como: "Trouxe dos Estados Unidos", ou comprei na marca XPTO", ou ainda "Mandei fazer", mas nada disso. Lá me saiu a resposta mais banal (que eles não esperavam) de que as tinha comprado onde o povo todo desta terra é capaz de comprar.
"Em que loja?" foi a pergunta lógica que se seguiu, mas para quem conhece a rua é como dizer-mos qualquer coisa como "A terceira árvore à esquerda no maior bosque das redondezas".
Bom, acabado o encontro imediato do terceiro grau pediram-me timidamente para tirar uma foto às ditas para poderem identificar e, quiçá, copiar o artigo para uma colecção Primavera/Verão 2010. Dei por mim em pleno supermercado a pousar para um telemóvel de um desconhecido com o D ao meu lado inchado de orgulho...
Querem ver que é desta que me torno num ícon da moda?!?! Ah!Ah!Ah!....

domingo, 19 de julho de 2009

Eventualidades de se viver por aqui

Independentemente de ser gaja e a minha mala parecer a famosa do Sport Billy, há pelo menos três objectos que têm de andar comigo por estes lados:
- Um casaco para a eventualidade de uma mudança brusca de temperatura. Durante o dia está uma temperatura amena (nas estações Primavera e Verão, pois claro!) e a partir das 17:30 esta desce a pique e não há quem aguente ventos glaciares.
- A sombrinha, não fosse esta terra parecer uma manta de patchwork em tons verdejantes. Pois que tão depressa não se vê uma nuvem no céu como de repente está tudo de um cinzento escuro que parece o dia do juízo final.
- Last but not least - umas peúgas. Sim, leram bem! É costume por aqui tirarmos os sapatos quando chegamos a casa de alguém. Uma das vezes fui apanhada desprevenida tinha uns belos buracos nos collants (na zona do dedão... Vai-se lá a saber porquê) e passei a noite a pisar poças de vinho. Resultado: saí de casa do pessoal com os pés molhados e com uma sensação horrível de desconforto.

sábado, 18 de julho de 2009

Sensibilidade e bom senso é que era...

A minha vizinha faz-me lembrar o Dr. Jekyll and Mr. Hyde. Não fosse eu conhecer a obra literária e acharia que ela tinha uma irmã gémea que de vez em quando aparece para nos importunar...
Quando está sóbria, o que corresponde a alguns (poucos) momentos que a encontro na escada, rua e no hall de casa, é uma gaja porreira, simpática (a querer ser divertida mas com um sentido de humor duvidoso) e adorável com animais. Repete-me 450 vezes, sem contexto preciso, que adora animais e que estes nunca a deixam ficar mal. Eu sorrio a este clichée. Concordo, mas acho que é daquelas coisas que estão implícitas em determinadas situações e não é preciso sermos "vulgares".
De todas as vezes que viajo é ela que toma conta do meu gato, tarefa que ela faz com esmero e dedicação. Entre miados e afagos consigo perceber que ele também gosta dela e da forma como ela o trata. Isto faz com que eu me sinta constantemente em dívida para com ela e, de forma a tentar mostrar a minha eterna gratidão, dou jantares e convido-a ou trago-lhe mimos.
No entanto, as vezes que tentamos socializar, acabam invariavelmente da mesma forma: ela completamente alcoolizada e os outros a tentarem desvalorizar a situação mudando de assunto ou a evitarem-na. Eu não consigo. Existe situação mais degradante que uma pessoa estar ao mais alto nível etílico a falar sózinha a um canto e a dizer uma mistela de palavrões em inglês e holandês? Para mim é como se tivesse apanhado um voo instantâneo para o Miguel Bombarda - Ala dos esquizofrénicos.
É por estas e por outras, que algumas das vezes que ela nos convida para alguma coisa "inadvertidamente" naquele dia a nossa agenda se encontra cheia... Ops! É que a minha paciência também tem limites.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Hein?!

Pergunto a uma amiga o que quer que lhe traga de Portugal nas férias esperando uma resposta do tipo: um galo de Barcelos, chouriços, bacalhau, vinho, pastéis de Belém, areia da praia ou até mesmo a típica resposta do bom tempo. Não, nada disso! Fiquei embasbacada a olhar para o telemóvel e a ler a resposta umas 5x. "Traz-me pêssegos"... Entrego-lhe o prémio pela originalidade da resposta.
Agora como é que se levam pêssegos dentro da mala sem que estes se esborrachem e passem a parecer pápa para bebé??? Ele há com cada uma....

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Criação

Em criança tinha um fascínio secreto por frascos de perfume. Cada embalagem encerrava um aroma que era uma melodia para o meu olfacto. Sempre quis coleccionar perfumes frescos, florais, enebriantes e que me faziam viajar no tempo para determinado segundo em que ficara com borboletas na barriga...
Só nunca soube pronunciar com esmero o francês Eau de Parfum e a portuguesíssima Água de Colónia era palavra que não me convencia. Assim nasceu o Água de Perfume...