
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Viciadissima
Antes de me mudar de malas e bagagens para o país das socas eu pouco ou nada ligava a ice-teas e companhia; lá comprava os sumos naturais da compal e Cia e fazia a festa. A partir do dia em que me apresentaram o sr Lipton Green Tea viciei-me completamente. Não há dia em que não beba uns bons 4 copos disto e não bebo mais por peso na consciência e porque não me apetece levantar para ir a casa de banho durante a noite. Há duas (vá lá três) coisas que não podem faltar na minha casa na categoria de bebidas: leite, Lipton Green Tea e vinho. No dia em que não tenha o bendito chá quase sinto as tremuras a assolaparem-me. O D diz que já tenho um problema e eu respondo que só o terei se não houver LGT no supermercado. Se algum dia mudar para um país que não tenha este chá tenho quase a certeza que serei eu a representante da marca.Se em Portugal há Sumólicos Anónimos aqui bem pode haver Lipton Greenólicos Anónimos.
Outono
Tenho apreciado bastante a paisagem Outunal antes que a neve ou o frio gelado chegue. Quando se sai um pouco do centro de Amesterdão pode ver-se uma verdadeira panóplia de cores quentes a contrastar com as temperaturas que começam a descer. As ávores fazem bonitos túneis enquanto as suas folhas multicolores se espalham pelo chão. Quando se anda por baixo das suas copas é difícil admirar tal espectáculo, mas à distância é outra coisa. Vou tentar absorver o mais possível este espectáculo de cores antes que as árvores se dispam por completo!sábado, 16 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Noite de sushi
Para se jantar fora em Amesterdão, dependendo do restaurante, a reserva tem de ser feita com relativa antecedência. Assim, de forma a garantir lugar no meu japonês favorito, marquei a meio da semana o jantar de sexta-feira para um grupo de amigos. Partilhei nome e telemóvel para os devidos efeitos e no final da conversa dizem-me que duas horas depois da hora marcada temos de estar despachados pois têm mais marcações. Tenho de confesar que o meu primeiro impulso seria dizer que ficava sem efeito pois ninguém tem o direito de me dizer quanto tempo tenho para jantar, mas depois da minha experiência com as esplanadas durante o Verão anuí e dei o assunto por encerrado. No dia do jantar, depois de algumas peripécias, lá chegámos à rua do restaurante (a horas), paro para levantar dinheiro (esta gente não gosta que cada um pague a sua parte com cartão) e ouço o telemóvel a tocar. Quando atendo a rapariga do restaurante pergunta se sempre vamos jantar pois têm mais pessoas à espera de mesa. Eu quase hesito a responder chegando a pensar que estou 30 minutos atrasada, mas quando olho para o relógio passam exactamente 5 minutos da hora marcada. Informo-a que estamos no multibanco ao lado do restaurante e quando desligo vejo que já me tinham tentado ligar 2 vezes.
Já no restaurante o serviço foi rápido mas assim que terminávamos um prato este era imediatamente tirado da mesa fazendo-nos sentir obrigados a pedir mais ou passar à etapa seguinte. Dei por mim a controlar o relógio para ver quanto tempo ainda tinhamos para saborear a refeição, enquanto pensava no que é que nos poderiam fazer caso não acabássemos a tempo; Expulsavam-nos? Deixavam de nos servir?
Quando saímos dali tenho de confessar que me senti aliviada. Por muito boa que seja a comida, o facto de estar tensa a pensar no tempo que ainda teria para terminar a refeição não me deixou relaxar depois de uma semana de muito trabalho. Verdade seja dita que 2 horas chegam para se jantar com alguma calma, mas toda a pressão em torno da marcação deixou-me completamente stressada. Não volto a repetir a experiência, neste restaurante, onde quase se tem de tomar um Xanax antes de jantar para que se torne numa experiência agradável.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Língua de fora
Se há coisa que não entendo é gente com perto de 40 anos de idade com 32687 fotos no Facebook com a língua de fora. Porquê? Para quê? Será que isso dá um ar mais ousado? Mais irreverente? Mais jovem? Epá, se calhar dá mas a mim só me parece um tanto idiota...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
The Dutch Circle Party Guide
Uma amiga enviou-me hoje esta pérola. Tinha de a publicar porque está tão verdadeira e tão incisiva. Já passei por um destas um pouco mais soft mas é experiência que não quero repetir...Desabafo: aqui na minha vizinhança
Andava eu a falar sózinha pelo Albert Heijn, porque uma das coisas que não se usa nesta terra é repreender as crianças/pré adolescentes quando estes fazem asneira, nomeadamente a jogar futebol dentro do supermercado por entre corredores, quando vejo uma cara ligeiramente familiar. Depois de meio minuto a situá-la lá me ocorreu que era um dos grandes directores da empresa. Habituada à sua rotineira farda de fato preto estava longe de imaginá-lo de calça de ganga e camisa com kispo penas sem mangas. Meio atrelada a ele estava uma rapariga com uns 15 anos a menos que pela forma como falava com ele presumo que fosse a namorada. Não sei porquê mas dei por mim quase a esconder-me entre os enlatados. Não que fosse minha intenção não lhe falar, mas custa-me pensar em que tipo de conversa de circunstância me iria basear.
Pronto, agora sei que o senhor director é meu vizinho, tem uma namorada mais nova e gosta de fazer as suas compras com roupa descontraída. Isto já me soa a intimidade a mais...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Inspira, expira...Repete!
Andar de metro nesta terra é todos os dias uma experiência ... (estou inclinada a dizer irritante, mas vou escolher outro adjectivo) interessante! Dia sim, dia não, uma das linhas tem avarias e empata a vida de muita gente - incluíndo a minha, e isto até seria normal se não fosse SEMPRE a linha que utilizo. Quer isto tudo dizer que em cada dois dias me preparo para uma dor de cabeça e atrasos devidamente calculados.
Há um par de dias avistava o metro e preparava-me para entrar quando um bafo quente vindo do seu interior me atingiu em cheio. A sensação foi semelhante a um murro no estômago em versão climatérica. Não imagino por alma de que santo o bendito condutor do metro se lembrou de ligar o aquecimento das carruagens estando uns amenos 18º no exterior e uns tropicais 35º dentro. Para ajudar à festa fizémos o precurso com a gravação das paragens em versão surdos e uma paragem a meio com direito a saída para arejar as ideias (e axilas, já agora). Para rematar a viagem pelo túnel foi aconchegadamente às escuras, pelo menos até à estação de Waterloplein (2 antes do fim da linha). Seria quase romântico não fosse 80% dos seus ocupantes em avançado estado amorfo de cansaço.
Ás vezes, não fosse a minha grossa veia de ambientalista, dão-me umas saudades do meu carrinho!
sábado, 11 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Cultura: Almoço
É incrivel como a cultura define hábitos. Não são raras as vezes que dou por mim a olhar incrédula para o almoço dos meus colegas e a pensar se isto estivesse a acontecer em Portugal qual seria a reacção dos demais. Tenho colegas que todos os dias comem: pão barrado com manteiga/manteiga de amendoim/queijo creme e pepitas de chocolate (ou banana/morangos/ovo cozido) acompanhado por um copo de leite. Desde quando isto é uma refeição? Isto é uma experiência culinária falhada. Pior é que também dão isto a comer aos putos... Depois quando lhes digo o que se almoça por terras lusitanas veem-me com a conversa de que seria impossível trabalhar da parte da tarde pois com tanta comida pesada certamente teriam sono. Mas qual sono? Por isso é que tomamos a bica (essa maravilhosa fonte de energia) que remata o repasto.
Aqui tem-se tanta consideração pelo almoço que só se gasta o tempo suficiente para comer e voltar para a secretária: 30 minutos. Em Portugal muitas vezes esse é o tempo que a refeição leva a chegar à nossa frente, mas no entretanto já se está na amena cavaqueira com os colegas porque mais do que comer o almoço serve para socializar.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O tempo
Antes de me mudar de malas e bagagens para longe do Sol achava que quem fosse da Europa do Norte estaria muitissimo habituado a este tempo e consequentemente à falta de luz. Quem aqui nasceu ainda tolera a escuridão mas quem se mudou de países do sul da Europa tem uma dificuldade que ultrapassa a anedota e ironia de todos. É realmente deprimente ver durante o Inverno os dias a escurecerem a partir das 15:30 da tarde, é de causar ansiedade não saber com que tempo poder contar no Verão, ou ter sempre de carregar um casaco e uma sombrinha da loja do chinês na mala pois nunca se sabe como o dia acaba. Eu podia seguir com a lista e falar por exemplo em ter 450 peças de roupa de Verão e ter a oportunidade de vestir apenas 10, ou de comprar 4 par de sandálias e arriscar andar com os pés molhados à primeira tentativa de estrear um par ou ainda amanhecer com um dia fantástico e acabar no parque com amigos na esperança de disfrutar uma noite quente e acabar por disfrutar o aquecedor de esplanada... Isto dava pano para mangas!
Como sei do que este pais quase submerso gasta dou por mim a mudar de indumentária 2 a 3 vezes em dias de tempo fantástico para viver a pequena ilusão de que se passaram alguns dias de calor. Conto os dias para ir fazer praia a sério depois de um voo de +/- 3 horas.
Nem tudo é mau, mas o rei Sol faz uma diferença dos Diabos!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Das low cost
sábado, 24 de julho de 2010
Só hoje...
Eu sei que Amesterdão é uma cidade rica em acontecimentos e diversidade cultural mas isto hoje está um esticanço. Mesmo em frente à minha casa montaram um castelo insuflável para os putos, veio um grupo folclórico de Volendame dançar (ui que maravilha), andam 4 gatos pingados a tocar músicas dos anos vinte e, para rematar (espero), esteve uma banda de samba, só com percurssão - sem menina a rebolar, a tocar uns 20 minutos, durante os quais nem os meus pensamentos ouvia. Por via das dúvidas vou já fazer um programinha ao centro pois por este andar ainda vejo o Emanuel cá do sítio a tocar músicas pimba por baixo da minha janela. Fui...
Cat House
Num daqueles dias em que estou a sair do metro e a olhar para a paisagem (o percurso do metro aqui é na sua grande parte exterior), reparo numa boat house diferente. Não fosse eu apelidada de cusca, pus-me como se estivesse na varanda a inspeccionar melhor a coisa. Vejo um tubo largo de plástico a sair do telhado desabocando num pequeno jardim completamente mobilado com artigos para felinos... e dois gatos refastelados em puffes como se estivessem num cat lounge. Não sei que é o dono da casa, mas alguém que se preocupa tanto com o bem estar dos seus pets já ganhou a minha admiração. Miau! sábado, 17 de julho de 2010
GVB
Nós tanto que nos queixamos na Tugolândia; que os nossos serviços são maus, que no norte da Europa é que é, e tudo e tudo, e chegamos aqui e a coisa é piorzinha. Ora vejamos:
O enquadramento
A GVB (comboios, metro e eléctricos de Amesterdão) costuma fechar o metro entre a Central Station e Spaklerweg umas semanas entre Julho e Agosto, para manutenção e obras do mesmo. Escusado será dizer que este feito causa um transtorno desgraçado a quem usa as ditas linhas pois terão de ser pensadas alternativas que implicam mais espera e mais tempo gasto em transportes. Para ajudar a coisa (só para visualizar o desespero) o tempo nesta altura é meio esquizofrénico, ora chove torrencialmente ora faz um sol e um calor insuportável.
A história
Este ano as obras de manutenção das linhas da GVB foram canceladas à última da hora mas o acesso às linhas acima mencionadas continua fechado. Porquê? Porque entretanto todos os funcionários tinham sido dispensados neste periodo e recusaram-se a voltar. A solução foi manter as linhas fechadas e continuar a causar transtorno aos utentes.
Alternativas haveriam mas se calhar davam muito trabalho.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Acabou...

Dou graças a Deus pelo Mundial ter acabado. Para ser sincera, para mim acabou no dia em que perdemos com a Espanha mas já não aguentava mais esta coisa da vuvuzela ou do pessoal ter dress code cor-de-laranja ou desculpa para tudo devido ao futebol.
Agora que já se festejou tudo e temos 4 anos até sofrer pelo próximo queria só desabafar aqui uma coisinha...
E o moço que joga na equipa espanhola que dá pelo nome de Fernando Llorente, é ou não é um pedaço de mau caminho??? Jasus! Eu sei que tenho um bocado de tendência para os louros de olho azul, mas quando vi este moço a jogar connosco até gaguejava a gritar por Portugal.
Fica aqui a prova de que sei do que falo e fica o assunto Mundial 2010 encerrado... Ai, ai!
sábado, 10 de julho de 2010
A ver vamos
Final do Mundial e o polvo Paul diz que entre a Holanda e a Espanha é esta última a ganhar. O pessoal por aqui não se melindra e faz preparativos para celebrar a vitória. A mim cheira-me que muita gente vai comer polvo o resto da semana... Olé! ;)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
E-mail do dia
Enquanto seleccionava mails para fazer a lista de formações para 2010 leio o seguinte: "Formação necessitada para este ano: Stand up Comedy".
Devido ao estado de choque em que fiquei nada respondi pois a pessoa em questão é um manager "sério" mas deu-me vontade de lhe dizer que para ser palhaço não é preciso tirar curso.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Rasteiras, só uma vez!
Se há coisa que eu não aguento são lobos disfarçados de cordeiros; Primeiro fico desconfiada mas quando tenho a certeza que são o que me parecem está o caldo entornado. Hoje estava numa reunião e a páginas tantas o meu colega, que deveria ser a minha equipa, diz que nunca tinha concordado com determinado assunto quando a realidade era outra. Eu não disse o contrário e argumentei da melhor forma que pude mas fiquei a sentir um gostinho amargo.
Quando não espero rasteiras fico primeiro em estado de dormência e depois acordo para a vida. Se lhe tivesse dito na altura o que me ía na alma acho que a nossa relação de trabalho estaria comprometida, por isso estou à espera do dia de amanhã para lhe dizer que se volta a fazer o que fez é ele que se vai sentir dormente. Para mim já está com pontos no negativo e dificilmente sairá. De facto a única coisa que podemos escolher mesmo são os amigo, já colegas....
domingo, 13 de junho de 2010
Dealing with the Dutch II
A vivência noutro país faz com que estejamos constantemente a fazer comparações ao que anteriormente estavamos habituados. Chegará um ponto em que não me sentirei 100% confortável onde vivia nem 100% ajustada a esta realidade pois terei assimilado alguns novos costumes. Existem no entanto alguns a que não me quero habituar nem adquirir.
Durante este ano, mais propriamente quando o bom tempo começou a querer dar um ar de sua graça, os cafés e encontros passaram a ser em esplanadas, de forma a aproveitar o sol que teima em não aparecer com a devida frequência. Num desses encontros, acabadinho o meu capuccino estava eu deliciada com o sol e em amena cavaqueira quando a empregada do café vem ter connosco e nos diz o seguinte: "Tenho ali uns senhores que querem mesa e como vocês já não estão a consumir, agradecia que disponibilizassem a mesa para eles". Eu juro que por um curto minuto tive dúvidas em relação ao que estava a ouvir e quase me belisquei para acordar. Naquela hora que ali tinha estado a minha amiga tinha consumido: uma água tónica, um chá, dois cafés e uma sandes, mas pelos vistos não era o suficiente para garantir um lugar ao sol.
Decidimos pagar a conta e ir para outra esplanada com a convicção de que nunca mais ali voltariamos. Verdade se diga que até hoje já me aconteceu mais duas vezes e dou por mim saudosista a lembrar-me das vezes que me sentei numa esplanada à beira mar, em Portugal, apenas com uma bica, até o sol se pôr, sem alguma vez ter sido importunada com este tipo de argumento. Não é pois de espantar que os holandeses cheguem de Portugal maravilhados com a simpatia e prestatibilidade de todos. É que aqui isso é coisa rara de se encontrar...
Bom Sto. António
quarta-feira, 9 de junho de 2010
E-mail do dia
Hoje recebi um e-mail que dizia mais ou menos isto: Em relação à formação de segunda-feira vamos ter a possibilidade de ver o jogo da Holanda durante a tarde? Resposta que dei: A formação vai ocorrer de forma normal independentemente de qualquer jogo de futebol.
Resposta que tinha vontade de dar: Amiga, haja alguém que seja patriota e que vista a bandeira do país nesta empresa. Já pensei em tudo isso, comprei uns tremoços e umas bejecas para ajudar a empurrar para o pessoal todo. Isto da formação é uma fantochada, pá! O curso foi carote, que foi, mas a empresa pode bem pagar estes pequenos nadas e dar umas fériazitas ao pessoal. Bora lá todos para o refeitório ver a bola e cagar para o formador (que ele até nem se importa de continuar a ser pago a peso de ouro sem fazer nenhum) e para a empresa que nos paga as contas no fim do mês. A vida é curta demais!
Ainda tenho dúvidas se a senhora estaria a falar a sério. Isto é normal???
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Sintoma de morar nos Paises Baixos
Agenda completamente programada durante 2/3 fins de semana seguidos. É nestas alturas que tenho saudades dos programas espontâneos que fazia na Tugolândia... Eu sou incapaz de programar os meus dias todos de seguida, preciso de espaço para respirar ou para perceber se é mesmo aquilo que me apetece fazer...
domingo, 6 de junho de 2010
Carrie & Cia II
Para quem adorou a série televisiva e gostou do filme é quase obrigatório ver a sequela. Missão cumprida! Se vier um terceiro já não prometo que o vá ver pois como todos os filmes que têm continuação, perdeu qualidade, e neste caso, bastante.
Tive a sensação que estava a ver um conto infantil adaptado a adultos mas sem conteúdo, sem mais valias. Valeu pelas risadas dadas, nada mais! O vestuário é completamente inadequado tanto ao contexto do filme como seria à realidade. Quem é que anda de salto agulha a passaricar por casa? Quem é que vai a um souk vestida de Dior com uma saia de baile? Quem é que anda meio despida a apanhar preservativos caidos da mala no meio de um mercado árabe? Nã, nã... Não me parece!
Foi a primeira vez que ouvi gente a bater palmas às primeiras imagens do genérico do filme e quando o filme terminou. Porquê? Não faço a mínima. Acho que fui uma das únicas que não adorou...
domingo, 30 de maio de 2010
Assim não dá...
Estou quase a dar em doida com este tempo: um dia de sol e calor e 5 dias de chuva, vento e até frio. Estou neste momento a ver a chuva a cair, a ouvir trovejar e à espera de ver uma vaca a voar contra a minha janela a qualquer momento, tal é a ventania...
Quem disse que o tempo não interfere com o humor das pessoas? Eu estou prontinha para saltar para o ringue. Ainda fico a pensar como é que em Portugal tanta gente se queixa quando há um arzinho mais fresco... Aqui está quase sempre cinzento, nublado, ventoso, chuvoso e contam-se pelos dedos os dias em que o sol aparece.
Preciso de sol, brisas amenas, calçar sandálias e vestir roupas leves e de cores alegres. Tenho para mim que tenho células com necessidades fotossintéticas. Ou isso ou preciso de férias num país mais quente...
sábado, 29 de maio de 2010
É oficial, estamos na época do tomate!
Numa terra em que se conta pelos dedos os dias em que aparece o sol, quando tal acontecimento se dá é digno de ser brindado com uma ida à esplanada/parque/praia, voltita de barco ou em último caso uma refastelada cadeira na varanda de casa. Protecção solar é coisa quase desconhecida, pois quem ter ar de lula quer mostrar aos demais que o deixou de ser em breves horas. Só que peles que não estão habituadas ao sol não ficam com um tom dourado como desejariam mas sim com um vermelho intenso onde as sobrancelhas louras quase parecem fluorescentes. Quanto a mim não é bonito de se ver mas conceitos de beleza não se discutem... segunda-feira, 8 de março de 2010
Haveria tanto para dizer...
Não deve ser muito bom sinal que no dia em que se decide voltar ao blogue se fique a pensar durante 5 minutos em qual será a password. Das duas uma, ou é demência ou falta de hábito...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Oh Deus!
Tenho para mim que os informáticos (pelo menos aqueles com que me cruzo), acham-se deuses dignos de adoração... Costumam ser daquele género de pessoas que apreciam que alguém lhes ligue vezes sem conta ou, porque não instalaram os programas, ou porque fizeram a coisa às prestações... Tenho dias em que parece que estou a parir a Torre Eiffel. Nada pode ser feito simplesmente porque estou à espera do informático para me resolver o dito problema...
Depois há aquela coisa que se chama atitude, e que me irrita solenemente, que é eles falarem em acessos e downlooads não sei de quê, e depois de perceberem que eu não entendi grande coisa do que foi dito, colocarem um tom de voz meio paternalista a chamarem-me de "loira"... Para a próxima tenho um punhado de palavras bonitas e "bastante técnicas" que também tenho a certeza que o senhor informático não vai perceber pêvas!!!
sábado, 16 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Dúvida
O que é que se faz a um "chefe" que:
- Não sabe o seu lugar;
- Que gosta de ser o amigalhaço (amigo + palhaço) de toda a gente;
- Passeia a caneca de café a manhã inteira pelos 4 cantos do escritório a "coçar a micose";
- Flirta com tudo o que é rabo de saia (desimpedido ou não);
- Conta a mesma piada 3560 vezes, e de todas as vezes manda gargalhadas como se fosse a primeira vez;
- Tem sempre a mesma maneira de meter conversa, interrompendo qualquer conversa (séria ou não) com um "vocês não têm que trabalhar?" em tom jocoso;
- É notoriamente incompetente no seu papel, ditando as regras e nunca chamando a atenção quando elas são (constantemente) quebradas...
Ai vidaaaaaaaaaaaaaa....
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Neve, neve e... mais neve
Como em Portugal não é coisa muito usual, tirando na Serra da Estela e Trás-os-Montes, fiquei meio embasbacada da primeira vez que vi os flocos de neve cairem do céu... Lembro-me de ter ficado com o nariz colado ao vidro durante 5 minutos e ter uma sensação de paz incrível só de observar este nostálgico cenário.Passados estes primeiros dias em que não compreendia a agitação e preocupação das pessoas em geral, lentamente fui despertando para a verdadeira realidade do que se pode esperar de situações relacionadas com esta específicidade climatérica. Passo a explicar:
- No início a neve é fofinha e os pés afundam-se nela. Se não usarem calçado suficientemente quente, aos poucos vão deixando de sentir os dedos dos pés, começando pelo mindinho.
- Para o final a neve está espalmada e ganhou uma camada de gelo à superfície, que é como quem diz que é muito fácil ir com os dentinhos ou com o rabo ao chão. Num destes dias, sem querer, dei um soco na barriga de um rapaz que ía ao meu lado porque me desequilibrei enquanto andava num passeio gelado.
- Situações como comboios/eléctricos avariados, parados e atrasados são constantes.
- Quando neva fazem-se sentir temperaturas negativas que nos obrigam a vestir roupa quente e, de preferência, em várias camadas fazendo com que a mobilidade e destreza fiquem bastante limitadas. As constantes situações de põe casaco, tira casaco, põe luva, tira luva, são no mínimo extenuantes e tiram a vontade de qualquer comum mortal andar a passear ou divagar pela rua.
- Last but not least, para uma cidade cujos residentes adoptaram o meio de transporte mais ecológico existente - a bicicleta, o gelo nas estradas aumenta exponencialmente as hipóteses de queda e acidentes nas ciclovias, visto os pneus das mesmas não estarem preparados para isso. Por isso mesmo um destes dias uma colega minha andava a exibir um belo olho negro.
Agora perguntem-me lá se prefiro neve ou chuva...
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