quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Neve, neve e... mais neve

Como em Portugal não é coisa muito usual, tirando na Serra da Estela e Trás-os-Montes, fiquei meio embasbacada da primeira vez que vi os flocos de neve cairem do céu... Lembro-me de ter ficado com o nariz colado ao vidro durante 5 minutos e ter uma sensação de paz incrível só de observar este nostálgico cenário.
Passados estes primeiros dias em que não compreendia a agitação e preocupação das pessoas em geral, lentamente fui despertando para a verdadeira realidade do que se pode esperar de situações relacionadas com esta específicidade climatérica. Passo a explicar:

- No início a neve é fofinha e os pés afundam-se nela. Se não usarem calçado suficientemente quente, aos poucos vão deixando de sentir os dedos dos pés, começando pelo mindinho.

- Para o final a neve está espalmada e ganhou uma camada de gelo à superfície, que é como quem diz que é muito fácil ir com os dentinhos ou com o rabo ao chão. Num destes dias, sem querer, dei um soco na barriga de um rapaz que ía ao meu lado porque me desequilibrei enquanto andava num passeio gelado.

- Situações como comboios/eléctricos avariados, parados e atrasados são constantes.

- Quando neva fazem-se sentir temperaturas negativas que nos obrigam a vestir roupa quente e, de preferência, em várias camadas fazendo com que a mobilidade e destreza fiquem bastante limitadas. As constantes situações de põe casaco, tira casaco, põe luva, tira luva, são no mínimo extenuantes e tiram a vontade de qualquer comum mortal andar a passear ou divagar pela rua.

- Last but not least, para uma cidade cujos residentes adoptaram o meio de transporte mais ecológico existente - a bicicleta, o gelo nas estradas aumenta exponencialmente as hipóteses de queda e acidentes nas ciclovias, visto os pneus das mesmas não estarem preparados para isso. Por isso mesmo um destes dias uma colega minha andava a exibir um belo olho negro.

Agora perguntem-me lá se prefiro neve ou chuva...

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