terça-feira, 14 de setembro de 2010

Inspira, expira...Repete!

Andar de metro nesta terra é todos os dias uma experiência ... (estou inclinada a dizer irritante, mas vou escolher outro adjectivo) interessante! Dia sim, dia não, uma das linhas tem avarias e empata a vida de muita gente - incluíndo a minha, e isto até seria normal se não fosse SEMPRE a linha que utilizo. Quer isto tudo dizer que em cada dois dias me preparo para uma dor de cabeça e atrasos devidamente calculados.
Há um par de dias avistava o metro e preparava-me para entrar quando um bafo quente vindo do seu interior me atingiu em cheio. A sensação foi semelhante a um murro no estômago em versão climatérica. Não imagino por alma de que santo o bendito condutor do metro se lembrou de ligar o aquecimento das carruagens estando uns amenos 18º no exterior e uns tropicais 35º dentro. Para ajudar à festa fizémos o precurso com a gravação das paragens em versão surdos e uma paragem a meio com direito a saída para arejar as ideias (e axilas, já agora). Para rematar a viagem pelo túnel foi aconchegadamente às escuras, pelo menos até à estação de Waterloplein (2 antes do fim da linha). Seria quase romântico não fosse 80% dos seus ocupantes em avançado estado amorfo de cansaço.
Ás vezes, não fosse a minha grossa veia de ambientalista, dão-me umas saudades do meu carrinho!

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