Andava eu a falar sózinha pelo Albert Heijn, porque uma das coisas que não se usa nesta terra é repreender as crianças/pré adolescentes quando estes fazem asneira, nomeadamente a jogar futebol dentro do supermercado por entre corredores, quando vejo uma cara ligeiramente familiar. Depois de meio minuto a situá-la lá me ocorreu que era um dos grandes directores da empresa. Habituada à sua rotineira farda de fato preto estava longe de imaginá-lo de calça de ganga e camisa com kispo penas sem mangas. Meio atrelada a ele estava uma rapariga com uns 15 anos a menos que pela forma como falava com ele presumo que fosse a namorada. Não sei porquê mas dei por mim quase a esconder-me entre os enlatados. Não que fosse minha intenção não lhe falar, mas custa-me pensar em que tipo de conversa de circunstância me iria basear.
Pronto, agora sei que o senhor director é meu vizinho, tem uma namorada mais nova e gosta de fazer as suas compras com roupa descontraída. Isto já me soa a intimidade a mais...
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