segunda-feira, 4 de julho de 2011

Da gente pseudo famosa em Portugal

Numas das minhas idas a Portugal fui ao meu cabeleireiro, como sempre, para cortar o cabelo. Enquanto estava a ser atendida vejo uma mulher a entrar no salão cuja cara não me era estranha. Mantive a minha leitura de revistas côr-de-rosa mas com um pouco mais de atenção ao que se passava à volta para tentar perceber de onde conhecia a figura. Não precisei de estar muito atenta pois ela estacionou ao lado do meu cabeleireiro com a típica conversa "da treta". Começou com um: "Tu já leste a última Nova Gente?", enquanto erguia a revista. Que a tinham fotografado na praia a falar com um senhor seu conhecido e que a partir daí tecerem todo o tipo de teorias sobre ela e o seu pseudo novo amor.

A conversa sobre este assunto alongou-se tanto e o tom era tão "mas-vocês-não-estão-a-ver-quem-eu-sou?" que eu cheguei a pensar se não teria sido ela a dar a dica à revista em causa. O tom de falsa indignação com o olhar solícito de atenção fez-me pensar em quantos destes famosos que se queixam da falta de privacidade não darão o dedo mindinho para que se especule em torno de sua pessoa - antes que se fale mesmo sem dizer nada... Não quero mandar para aqui a frase clichée sobre os fracos de espírito mas acredito que muitos há que se esforçam por ser discretos, apesar da exposição mediática, e não conseguem.

Passados alguns minutos percebi de onde a conhecia - do "magnífico" (vómito) programa "Os Malucos do Riso"...

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