sábado, 23 de julho de 2011

Cunha por lá, procedimento por aqui

Em Portugal quando existe uma vaga de emprego espalha-se a palavra e publica-se na comunicação social. Caso esta vaga seja preenchida por algum amigo de alguém que trabalhe na empresa rapidamente se divulga pelo boca-a-boca que se trata de cunha, ou seja, tem as costas quentes. Enquanto esta pessoa não provar que vale o salário que lhe pagam vai ser sempre olhada como cidadão de segunda ou aquele que não se esforçou muito para estar ali. Com o tempo (e também sorte) e depois de passar por todas as etapas de aprovação intracultural toda a gente esquece o detalhe da cunha.
Na Holanda sempre que existe uma vaga por preencher nas empresas informa-se o cliente interno (para saber se existem interessados), pede-se aos colaboradores para passarem a palavra aos seus amigos e publica-se nos media. Caso algum dos colaboradores dê o nome de uma pessoa que acabe por ser seleccionada, este colaborador recebe dinheiro (um prémio de incentivo) que pode ser variável (os que ouvi até hoje variavam entre os 500 e os 1000 euros). O novo colaborador é olhado por todos com naturalidade pois demonstrou ter os predicados exigidos pela companhia.
Diferença pequenina...   

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