Se fosse uma personagem de X-Men seria o Magneto. Magneto de maluquinhos, isso é que era! Começa a ser rara a vez que viajo em que não apanhe alguém apanhadinho da cabeça sentado no lugar ao lado do meu. Desta vez apanhei um artista (vocacionado para a pintura e música). Reparei nele ainda na sala de embarque por trazer uma viola consigo e chapéu à Indiana Jones. Diferente! Viva à diferença...
Quando se sentou abriu um livro de arte com o mesmo volume das Páginas Amarelas. Aquando da sua leitura dava gargalhadas e ía tirando apontamentos nas margens do livro. Juro que espreitei por cima do ombro para ver do que se ria, mas nada havia que me fizesse gargalhar. Talvez fosse de um sentido de humor diferente!
Quando já iamos a umas boas 2 horas de viagem meteu conversa comigo para saber de onde eu era, mas consegui sentir que ele tinha uma vontade enorme de começar a falar das suas coisas. Lá me começou a contar que era músico de um grupo de ópera alternativa (oi?) e a páginas tantas já estava a filosofar sobre o que era a música e o destino e... Este "diálogo" desenrolou-se sob a forma de monólogo e tenho de confessar que perdi o fio à meada pois já viajava nos meus próprios pensamentos em como é que ía descalçar aquela bota. A conversa acabou da mesma forma como começou: abruptamente, e eu lá agradeci aos santinhos todos por me devolverem a sanidade mental por mais uns minutinhos. Chiça, penico!

Sem comentários:
Enviar um comentário